A importância do agora – Viviane Ebuliani

#TextoPessoal
05/03/2017 - Viviane Ebuliani

 

Quem nunca se pegou pensando em como será o futuro? Se conseguira obter êxito em suas metas, planos, se todo o trajeto até lá terá válido a pena, se no final haverá satisfação neste tempo do processo. Por vezes, senão o passado.

Pessoalmente falando, em alguns momentos (com mais freqüência do que gostaria), pego-me pensando em meu futuro, ou relembrando meu passado. É costume não adianta. Quem nunca fez ou faz isto? A questão é, mais do que nunca, encontro-me focada em meu presente. Recordando velhas lembranças sei que o meu foco no agora é substancial. Vivendo e aprendendo amigos.

Há uma frase de Marco Aurélio em que ele diz:

“Agora, neste momento, esta se formando o passado, bem como, nascendo o futuro.”

O agora é essencial. O agora é o ponto de partida. No agora, devemos focar toda nossa energia.
Dia após dia, a vida flui em cada um de nós. Devemos fazer algo produtivo com ela, algo que tenha importância, algo para deixarmos nossa marca para quando não mais aqui estivermos. Queremos ser lembrados! Quando partirmos, qual será nosso legado?

Pergunto-me se com o tempo e a aquisição de mais maturidade, irei agradecer a mim mesma pelas escolhas deste exato momento. De propósito ou não, pego-me mais uma vez, com o pensamento longe, vagando por conta própria em um mundo até então, desconhecido.

Coloquem a imaginação para funcionar.

Imagine-se na imensidão do oceano, afogando-se. Existe um barco a poucos metros de você, mas não há ninguém para te ajudar. Você terá que controlar seu medo, acalmar-se, tentar manter-se na superfície e nadar até seu encontro. Tudo isso no presente, você não pensara no amanha, não pensara no ontem, apenas irá focar-se em sair da água. A alternativa é agir no agora, no atual momento e salvar-se para não juntar-se a infinitude das águas. Todos os dias quando sua mente vagar para longe e você desejar que o futuro chegue logo:

  • Controle seus medos.

  • Acalme-se

  • Mantenha-se na “superfície”

Como mencionado em uma poesia minha que postei estes dias: O tempo não volta. Por que a intenção então, de apressá-lo? Vamos, arregace as mangas, trace metas, sonhe alto, mas antes de qualquer aspiração acredite a única coisa que fará real diferença em sua vida é sua decisão atual. É seu “Agora”.  E é nossa obrigação para com esta vida e nós mesmos, vivermos o melhor “agora” possível. Viver só se vive uma vez.  Seja feliz, mas seja feliz apreciando tudo o que agora você tem!

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12 comentários sobre “A importância do agora – Viviane Ebuliani

  1. Para que mude seu ponto-de-vista sobre a política

    A política, como entendida pelos antigos, e como estudada pelos seus maiores desenvolvedores, os gregos, era entendida como o auge das virtudes humanas. Pois para ser político e administrar o Estado onde os outros semelhantes vivem, o homem deveria ser permeado pela mais nobre das virtudes: SER BOM, PROCURAR SEMPRE SER JUSTO E FAZER O BEM.

    O ponto de inflexão da política, onde esta palavra passou a ser entendida como atualmente nos é, gerando reações de desinteresse, como a sua, e até de ojeriza, veio com a publicação de O Príncipe, de Maquiavel. Lá, o filósofo deu um novo entendimento à política, onde esta passou não mais em ser virtuosa com fins a se atingir o fim para os homens (para os gregos este fim era a felicidade). Após o entendimento “maquiavélico” da política, o fim politicamente almejado deveria ser atingido a qualquer custo. Mesmo que não sendo virtuoso, a meta final deveria centrar a ação política.

    Abaixo, dois textos meus que falam sobre a visão grega da política: primeiro Aristóteles e Platão (usando seu personagem Sócrates), e abaixo a explicação dos sofistas, que eram sábios gregos que viviam na época socrática, e disputavam com Sócrates a transferência de conhecimento em Atenas (cidade-estado ou polis)

    Política de Aristóteles: Principais idéias.

    1) O homem, como ser social, gregário, necessariamente precisa de uma virtude e de um arranjo político para administrar a vida em sociedade. Tornar-se-ia impossível a vida em sociedade se não houvesse uma força a fim de direcionar o extinto e a convivência humana e coibir os interesses individuais de cada indivíduo desta sociedade. E esta força é a Política e as regras sociais (sob a forma de lei) por ela promulgada/outorgada e pelos magistrados analisada/julgada. Daí Aristóteles considerar o governo de um homem só, com autoridade própria (Tirania), como um governo REAL, enquanto que um governo norteado nos termos da constituição de um estado, como governo POLÍTICO. Aristóteles, à frente no livro, retoma o tema afirmando ser “o homem um animal social”, definindo que para o Gênero humano, viver em sociedade é uma postura natural e melhor. Aristóteles estabelece a JUSTIÇA como sustentáculo maior de toda e qualquer sociedade.
    2) Quanto à capacidade de governar, Aristóteles explicita que existem os POR NATUREZA governantes e governados, e usa a administração doméstica como exemplo supremo, onde o homem governa e a mulher, os filhos e os servos são governados. Inclusive, como grego, ele define como uma regra natural a de que “os Gregos devem mandar nos Bárbaros”. Alargando a família como célula inicial da vida em sociedade, define que a reunião de muitas famílias é o burgo, e que de burgos em crescimento têm-se cidades. E estas cidades têm que ser administradas não mais como famílias, onde, para Aristóteles, o governo das cidades/estados deve inclusive abster-se de interferir ou estipular regras para a serem aplicadas individualmente nestas famílias. Mas este estado deve estipular regras administrativas e sociais que busquem a boa relação dos indivíduos em sociedade, a defesa dos interesses deste estado, o sustento econômico deste e a felicidade de seus concidadãos.
    3) Nesta altura dever-se-ia definir o que é ser cidadão, onde, sobre este tema, Aristóteles define que ser cidadão não se marca apenas pelo lugar onde mora, pois estrangeiros e escravos moram em um determinado lugar mas não são cidadãos deste lugar. Cidadão é, segundo ele, aquele que pode participar da administração da justiça e dos cargos públicos. Porém, a definição de cidadão muda de regime político a outro ou cultura a outra: em alguma cidade constituída, chamar-se-ia a todos de cidadão mas apenas a alguns poucos se dá a prerrogativa de participar da autoridade deliberativa e judiciária; em outras como nas democracias, esta prerrogativa seria de todo e qualquer pessoa dita como cidadão. Enfatiza-se que o homem como ser individual tem como fundamento primaz “SER UM INDIVÍDUO de BEM”, enquanto que o homem cidadão tem a mesma prerrogativa. Mas é Possível não ser um homem de bem mas ser um cidadão de bem. Aliás, é imperativo ser um cidadão de bem pois os atos de um cidadão de não-bem pesam sobre toda a cidade/estado. Faz-se, porém mandatório ao governante e/ou legislador de um estado ser tanto um homem de bem quanto um cidadão de bem.
    4) Aqui, ele inicia a discussão sobre os tipos de governo e a degeneração que venha a ocorrer nestes governos. O governo conhecido e feito por uma pessoa, em prol da comunidade, conhece-se por Monarquia. Já o governo feito por um número reduzido de homens, seja eles selecionados por algum critério, geralmente de proficiência em áreas como política, economia, justiça, é chamado de Aristocracia. A degeneração de ambos é respectivamente a Tirania e a Oligarquia. Aristóteles, nesta altura, coloca que quando os interesses dos ricos se sobrepõem no governo temos a Oligarquia, mas quando os interesses dos pobres se destacam, temos a Democracia. Mais à frente este tema será melhor esclarecido.
    5) Os homens vivem juntos para SEREM FELIZES. Daí define-se que a VIRTUDE deve ser o primeiro cuidado de um estado. E a partir deste conceito, Aristóteles afirma que não é por viverem em um mesmo local estes serão uma cidade. Mesmo que estes homens não se prejudiquem, dividam suas tarefas (lavrador, artesão, soldado), tenham um câmbio mútuo, e até uma aliança defensiva, não serão um estado, pois, para ser um estado, as famílias devem se unir na busca da felicidade, vida independente e afastada do risco da miséria. Daí Aristóteles afirma que é a “amizade que conduz à vida social”.
    6) Esmiuçando os tipos de regime político, Aristóteles volta a definir Aristocracia, definindo o conceito de “homem eminente”, onde este difere da multidão em geral em tal ordem como a beleza difere da feiúra. Neste mesmo tópico, à frente, nesta mesma linha de raciocínio, Aristóteles expõe os riscos de permitir que pessoa qualquer possa, por exemplo, participar da magistratura, já que esta, segundo ele, deveria ser exercida por homens mais amadurecidos, experientes e letrados, pois afinal versarão estes sobre a felicidade e o destino de outrem. E alargando este raciocínio às eleições, afirma que as escolhas boas dos eleitos se baseará na sapiência dos candidatos acerca do assunto a que se propõem atuar. Devido a estes argumentos antes citados, poder-se-ia facilmente apreender que o argumento em que o governo seja feito pelos “experts” mais eminentes em cada área, o cidadão mais destacado em cada função, a Aristocracia, seria o melhor. Inclusive, Aristóteles faz uma afirmação que ele chama de “natural” onde afirma que os filhos dos melhores cidadãos serão mais generosos e que estes melhores cidadãos teriam, além de ceder às exigências da maioria, exigências a serem feitas a esta maioria.
    7) Inicia-se então a análise dos tipos de regime: a) Monarquia- seria um governo de um só homem, hereditário, mas que visa o bem comum, respeita as leis e as tradições. b) Politeia- governo do povo, onde se respeita as leis que venham a beneficiar a todos, sem discriminação. Tem a vantagem de ser incorrutível. c) Aristocracia- o governo comandado pelos melhor homens da cidade, selecionados pelo consenso dos demais cidadãos frente às suas qualidades pessoais, sua proficiência técnica, e eleitos em prol do bem da coletividade. A degeneração destes regimes políticos: a) Monarquia em Tirania-onde este homem passa a governar por intimidação, infringindo a lei e se contrapondo aos costumes. Geralmente este homem não chega ao poder como o monarca legítimo, mas por golpe. b) Politeia em Democracia- governo apenas dos pobres, mais numerosos, constrangendo os ricos, sendo portanto desigual às diferentes estratificações da população. Quando os pobres vencem, temos a Democracia. Quando os ricos, e Oligarquia.
    8) Por fim, na definição da utópica “Cidade Perfeita” onde Aristóteles afirma que “A felicidade de cada um deve ser proporcional às suas qualidades morais e ao seu bom senso, à sua conduta moralmente boa e sensata”, ele cita as diretrizes gerais com as quais, na busca da utopia da cidade perfeita, o estado deveria deliberar sobre o casamento e a idade para esta a ser definida para homens e mulheres, a criação das crianças, a educação destas, etc.

    –Relação entre a filosofia política aristotélica e platônica.

    Platão: P)
    Aristóteles: A)

    P) Platão, em sua obra A República define que o ápice da perfeição político-administrativa de um estado, seria atingido se este fosse administrado por um personagem por ele (Platão) idealizado, chamado filósofo-rei.
    P) Este filósofo-rei seria, sem sombra de dúvidas, o mais apto em comandar uma cidade por reunir todas as características necessárias a um administrador e legislador da coisa pública, quais sejam um conhecimento da essência das coisas, do nobre, do belo, e portanto uma natural aversão ao errado, como a corrupção. Estes também possuem uma visão completa e geral do todo, além de proficiência em todas as áreas necessárias ao domínio da ciência política. Mas Platão deixa explícito a impossibilidade de qualquer estado querer entregar a sua administração a um filósofo.
    P) Uma segunda idéia utópica de estado e listada por Platão, seria a de que as famílias, em detrimento do bem maior, o estado, poderiam ser desmanteladas. Ele propunha que após se selecionar as mulheres mais virtuosas, se permitisse que os melhores soldados com elas copulasse, na busca de gerar com elas, as melhores crianças. A partir do nascimento, estas teria sua educação e criação totalmente direcionada pelo estado que, identificando as qualidades individuais de cada indivíduo, os conduziria às mais apropriadas funções, transformando-os assim em exímios trabalhadores e cidadãos.
    A) Aristóteles, apesar de ter sido um assecla de Platão, diverge dele em muitos aspectos. Nos dois pontos acima citados e defendidos por Platão, Aristóteles diverge e apresenta alternativas conceituais.
    A) Para Aristóteles, após ele analisar inúmeros regimes e suas degenerações, o regime ideal seria algo como a Democracia e a Aristocracia. Ou um regime onde todos pudessem opinar mas apenas os mais aptos, os melhores homens da polis pudessem deliberar. Sua posição, durante a obra A Política, flutua entre ambas as definições: Democracia e Aristocracia. Ele aponta as qualidades e as degenerações possíveis a cada. Inclusive, numa determinada parte do livro, aponta a Democracia como uma degeneração, onde os pobres deliberariam em seu próprio favor, por serem maioria. Daí define que o regime ideal seria a Politeia, que seria “uma Democracia” feita por todos de fato, independente da classe social.
    A) Com relação à família, Aristóteles era totalmente contrário às idéias de Platão por considerar esta, a família, a célula da sociedade. A sociedade vai bem se a família vai bem. Mas defende as mulheres se casem por volta dor 18 anos e os homens por volta dos 37 anos, buscando assim usufruir, durante o período em que estiverem formando um casal, do pleno vigor físico de ambos. Podendo, inclusive assim, a mulher estar apta a procriar a serviço da cidade. As crianças devem ser cuidadas desde o nascimento, devendo evitar vícios. E como Platão, Aristóteles colocava a educação musical como fundamental ao desenvolvimento humano.

    Protágoras (sofista)

    Nos Períodos mais remotos da política grega, imperava a Aristocracia, onde a ordem do governo era aceita sem contestação. Porém, lentamente, os gregos começam a perceber que a política faz-se a partir de homens. Esta percepção dá-se, em maior medida, quando começam os gregos a notar que em múltiplos estado, com múltiplos governantes têm-se múltiplas leis. Portanto múltiplas legislações feitas por múltiplos homens frente a diferentes costumes culturais. Daí emerge a idéia de que a política é algo a ser determinado pelo HOMEM em geral, com múltiplas idéias. Cai por terra, assim, a idéia de “leis naturais”. Abre-se assim a primeira brecha entre a antropologia e a física.
    Passa-se a entender que as leis, as regras morais e a religião são convenções. E os sofistas, alargando esta idéia, incluem o estado, a política e as diferenças deste estado no rol das convenções.
    Dentro deste rol de convenções, os sofistas consideravam o espaço da cidade também como uma convenção e os cidadãos desta cidade estavam restritos a esta convenção, ou seja, esta convencionada cidade estava restrita à idéia de seus cidadãos.
    Na tese (construída coma a ajuda de uma história/fábula), posta por Protágoras (um sofista) a respeito da política e as vantagens advindas desta política em prol da sobrevivência da cidade, este mesmo Protágoras afirma sobre o fato de que o homem possui uma porção divina (de acordo com a história/fábula na qual ele se baseia para apoiar suas afirmações), o que o faz a única criatura sabidamente adoradora destes deuses devido a sua afinidade com estes deuses. Devido a esta proximidade com as divindades, pôde desenvolver a fala, vestir-se, cultivar a terra, ter casas, etc. Mas ao se juntarem estes mesmos homens, geravam danos uns nos outros exatamente por não terem nenhum conceito de política. Percebendo esta incompletude na formação do homem, Zeus enviou Hermes para trazer ao homem o conhecimento de respeito e justiça. Mas diferentemente de outras artes dadas por Zeus, onde oferecendo-a a poucos seria suficiente para que estes poucos a usasse em prol de todos, a justiça e o respeito deveriam permear a todas as almas humanas, a fim de que fosse a eles, os homens, possibilitado viver em sociedade.
    E é a partir desta história/fábula que Protágoras, refutando a posição aristocrática de Sócrates sobre política, explica o porque ele defende sua posição de ser democrata e de considerar este regime político, a Democracia, como essencial à existência de um estado.
    E também, a partir desta história/fábula, percebemos porque para Protágoras, diferentemente de outras técnicas, como a medicina, a metalurgia, o artesanato, que podem ser exercidas e conhecidas por um número restrito de indivíduos e estes trabalharem a fim de suprir toda a comunidade das necessidades referentes às suas especialidades técnicas, a política deve ser exercida por todos os cidadãos da polis.

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  2. Fico receoso de estar sendo um pouco “carregado”, pois os textos podem parecer meio densos. Mas extraia a seguinte lição: estás fazendo política ao promover um blog onde expõe suas construções e ideias à apreciação, aprovação ou desaprovação de outros. Isto é ser política. E você está, agora e inclusive, tentado fazer política externa (internacional), quando tenta transmitir ideias em ingles.

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  3. Já ouvi essa… Você está sempre a frente, acerta muitas vezes o que irá ocorrer pelas suas observações, mas exatamente por isso esquece de viver o presente… e assim acabo sabotando, inconsciente, meu futuro. Viver o agora é fundamental. Passado é retrovisor, use para não colidir com a história, futuro é o farol, use apenas para evitr as pedras, assim navegar seu rumo escolhido metro a metro, dia após dia. Muito bom ler seu texto e reforçar isso. Obrigado.

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