Tudo é uma questão de pender a balança?

Texto Pessoal (Escrito em 28/04/2017) - Viviane Eb.
Há exatamente dois anos atrás, ouvir falar – uma primeira vez- sobre este tema em um dos livros da saga Fallen, da autora Lauren Kate, exatamente no quarto volume Êxtase. Na ocasião, Lucinda a personagem principal precisava escolher um lado, Deus ou Lúcifer e finalmente pender a balança. Encontrei o trecho no livro, capitulo 19 página 323:

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Em determinadas circunstâncias a vida novamente me abordou este tema. Nunca acreditei em coincidências, porque se acreditasse implicaria que a vida seria mero acaso, mas tenho o pensamente forte pra crer que uma vida que não pode ser controlada, não merece ser vivida. Se minha vida esta alheia a mim, não tenho livre arbítrio. E se não sou livre para escolher, qual seria o motivo de minha existência? Não faria sentido.
Até poucos dias eu tinha convicção de que a tudo a minha volta era somente uma questão de pender a balança, não importando a situação. Ainda assim, algo me deixava inquieta, não conseguia me sentir confortável nesta posição. Foi ai que parei de pensar a respeito e deixei de lado está crença em particular e comecei apenas a observar. Aquietei a mente e escutei o coração. Se tudo fosse uma questão de pender a balança um homem que passou a vida cometendo atos incrédulos e alguns bondosos, seria julgado culpado sem misericórdia. É assim que a vida funciona? O lado que mais pender é o que deve se sobressair? E o resto? Nada mais seria válido? Ele teria um julgamento justo? Então porque existir clemência ou punição, num mundo onde a quantidade é mais relevante que o resto?
E presenciando o contrário? Um homem cometendo atos bondosos na maior parte e maldosos em minoria? Seria veril considera-lo digno? Justo? Inocente?
O ser humano é uma compilação de feitos, mas classificarmos bons ou maus pelos feitos frequentes seria injusto. Ou correto?
Ninguém pode ser considerado bom, só por fazer um ato bondoso, nem ser considerado mau por agir em um impulso.

Aristóteles disse: Somos o que fazemos repetidamente. Por isto o mérito não está na ação e sim no hábito.

Neste caso posso desmerecer ou acrescer a mim mesma pelos meus atos repetitivos? Se eu desse de exemplo um bandido, vocês me perguntariam: é coerente afirmar que ele não pode ser julgado pelos seus hábitos frequentes? A verdade é que não sei. Talvez sim? E se dissesse que não? Estaria me ponto em uma posição acima a ele. Então pergunto-lhes: Sou mais que ele? Sou mais que a pessoa que age contra a lei, somente por não fazer o mesmo?
 
Não esperem uma conclusão, pois estou pensando a respeito. Na verdade acho que me apresentou mais duvidas do que já tinha. Só gostaria de levantar a questão: se tudo se trata apenas de pender a balança, em que posição ficariam? 
Você: mocinho ou bandido? Culpado ou inocente? Digno ou indigno? 
Será que no final das contas estava certa em acreditar que tudo na vida é uma questão de fazer a balança pender? 
Alguém que goste de filosofia e queria debater o assunto comigo? Estou pensando em criar um grupo no Facebook para falar sobre filosofia, livros, artes. Acharia interessante. Bom, enquanto não chego a uma conclusão plausível, colocarei algumas ideias no papel até chegar ao momento em que me dê por satisfeita. 
Beijos ♥
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6 comentários sobre “Tudo é uma questão de pender a balança?

  1. Gostei muito da questão levantada. Sou partidário de Aristóteles, mas apenas em parte, e citarei como exemplo o caso ocorrido aqui na região de Piracicaba nesta semana. Um rapaz que tinha um caso extra conjugal com sua subordinada no emprego (até aí, nenhum crime, pois ambos são maiores e a coisa acontecia de comum acordo entre as partes) mata-a covardemente enforcando-a no cinto de segurança do seu próprio carro e depois “desovando” o corpo num bueiro próximo, pois ela se negou a abortar a criança que esperava dele. Numa das reportagens, um vizinho exaltava-lhe as qualidades, dizendo este ser “um homem honrado na comunidade (coisa que em cidades pequenas é muito notado e destacado), acima de qualquer suspeita, provedor exemplar de sua família e etc.” E aí, um homem que sempre fez o correto, o bem, e de repente, acuado, comete uma barbaridade dessas, deve ter sua “balança” pendendo para que lado?
    Em contrapartida, o chefe do tráfego de drogas duma comunidade qualquer, dessas que existem milhões no Brasil, mata, barbariza, usa de extorsão, chantagem, mutretas e tudo mais para se manter nesse “cargo”, porém, é o mais operoso dentro de sua comunidade, ajudando crianças a obterem educação, ajudando famílias a conseguirem remédios, atendimento médico, cuidando literalmente do seu “povo”, preenchendo uma lacuna que deveria estar sendo tapada pelas autoridades competentes. A princípio ele é um crápula, que deve estar preso, mas, quando você conversa com os moradores do local, ouve louvações diversas a ele, alguns dizendo coisas como “antes dele só tínhamos água na geladeira, agora temos carne para o churrasco de final de semana.” Como esse ser humano deve ser julgado “no grande dia” seja lá esse qual e como for?
    Vamos pensar a respeito…

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    • Grande ponto de vista Pedro. Fiquei sabendo do caso, sou de Piracicaba também. Algo comum em que aparece sempre em todas as reportagens em casos assim é, pessoas conhecidas, vizinhos e parentes, alegam, até então, que o ser responsável pelo ato bárbaro, sempre fora um cidadão de bem, e que nunca havia apresentado tão comportamento repúdio. O que isso faz de nós seres humanos ? Seres que usam máscaras constantemente, e não mostram sua verdadeira natureza? Podemos ser considerados humanos apenas pelos nossos genes e pela nossa “racionalidade” , mesmo agindo contra ela ? Para mim a definição de ser humano, é falha demais. Acredito que para tudo é apresentado uma desculpa, está desculpa: sou humano!
      E nisso o mundo retrocede cada vez mais.
      Com a balança pendendo ou não deveríamos ser reprogramados, mas infelizmente não acredito que seja possível.

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  2. Eu sempre pensei sobre isso, inclusive já fiz um post no meu blog a respeito. No entanto, acredito que a vida significa equilíbrio, Não existe pessoas boas demais ou ruins demais. Acredito que há uma motivação para tudo. Sempre existe o sentimento, nenhum ato vem do nada. Por isso, levar ao extremo é exagero, já que o certo seria dizer que há pessoas boas que fazem coisas ruins – que cometem erros, que acabam causando alguma coisa ruim – mas não necessariamente elas são ruins. Esse texto me deixou confusa, mas fico feliz que ele me fez refletir e parar pra pensar.
    PS: Eu amo Fallen!!!!
    Obrigada pelo o seu post,
    abraços.

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  3. Oi, acho que nem tudo é preto no branco, sabe? O ser humano é uma mistura de bom com ruim, tentando fazer o melhor que pode. Se é uma mistura de bom com ruim, a balança nunca irá pender para lado nenhum. Beijos.

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    • Mas o bom e ruim não pode ser classificado como neutro, se assim o fosse poderia ser considerado meio termo e ninguém vive de meio termo, porque sempre temos o poder da escolha então vamos escolher um lado, seja ele bom ou ruim, e automaticamente a balança pende para um lado não havendo a possibilidade de se manter neutra 😂😂😂😂😂 eu e minhas dúvidas, mas vou levantou um ponto a acrescentar em minha reflexão 😘😘 e obrigada por comentar, é bom poder discutir o assunto, sinto que ele se expande mais e não fica somente no talvez ou achar. 💜💜💜

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