Assisti Nosferatu (1992)

Hello ♥ Como vocês estão?

Há muitoooo tempo que eu estava com este filme em minha lista de #filmesparaassistir e o tempo passava e nada de eu assisti-lo, porém semana passada eu finalmente resolvi desligar-me de tudo e reservar um tempo para vê-lo. Quem é a louca dos vampiros levanta as mãos! 🙌 Caramba o que dizer deste filme? Muito de vocês já devem ter assistido (quem não viu, eu recomendo). Um clássico, é um clássico, simples assim! 

Nova Imagem

Vou falar um pouco sobre o filme:

Ele é em preto e branco e é um filme mudo! Sim, mas o fato de não haver falas, impede o filme de ter maravilhoso? NÃO! Adorei, simplesmente adorei, mais um na minha #toplist de filmes sobre vampiros.

O filme consegue te deixar tensa (me deixou tensa), eu confesso que ri um pouco com o modo de interpretação dos atores, sabe é bem diferente dos filmes de hoje em dia, principalmente a interação entre os personagens. É um filme completo eu não mudaria nada sobre ele, é perfeito do jeito que é.

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  • O filme:

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens ou Nosferatu (BR) é um filme alemão de 1922, em cinco atos, dirigido por Friedrich Wilhelm Murnau. O roteiro é uma adaptação do romance Drácula, de Bram Stoker, embora com nomes de personagens e lugares alterados. O longa narra a história de Conde Orlok, um vampiro dos Montes Cárpatos que se apaixona perdidamente por Ellen e traz o terror à cidade dela, Wisborg. O filme é considerado um dos primeiros representantes do gênero de terror no cinema.¹ 

Obs: tem uma outra versão alemã lançada em 1979, chamada Nosferatu the Vampyre (Nosferatu: Phantom der Nacht) que ainda não vi.

Assisti ao filme pelo youtube o link é este: AQUI

❤❤❤❤❤❤

A seguir reuni alguns posteres feitos por fãs. Confiram:

 

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Crédito – http://phantomcitycreative.com/

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Crédito – http://www.frightfestoriginals.com/

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Crédito – http://changethethought.bigcartel.com/

Fontes:1* Wikipédia | Créditos nas Imagens

 

 

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Resenha – Notas do Subsolo – Fiódor Dostoiévski

Bom dia 🌹

Como mencionado no post anterior eu finalmente terminei de ler Notas do Subsolo e sinto-me diferente de certa forma, é muito bom concluir um livro e saber que se passará quantos anos forem, você sempre irá se lembrar da história com carinho Vale lembrar que o livro foi traduzido diretamente do russo por Maria Ap. Botelho Pereira Soares (amo traduções diretamente da língua materna).

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Gênero: Novela/Filosofia | Número de páginas:160 | Editora: L&PM POCKET| Autor: Fiódor Dostoiévski

♥♥♥♥♥
Classificação: Excelente

Sinopse: Notas do subsolo é um marco no grandioso conjunto de obras que Dostoiévski legou à humanidade. Dotado de um humor mordaz, provocativo e desafiador, este livro introduz as idéias de moral e política que o escritor mais tarde abordaria nas obras-primas Crime e castigo e Os irmãos Karamazóv. Sua idéia de “homem subterrâneo” legou à ficção européia moderna um dos seus principais arquétipos, encontrado também em Kafka, Hesse, Camus e Sartre: o anti-herói morbidamente obcecado com a sua própria impotência de lidar com a realidade que o cerca.
Esta obra, publicada inicialmente na revista Epokha, editada por Dostoiévski e por seu irmão Mikhail, traz em si várias discussões filosóficas. Dividida em duas partes, é um autoflagelante monólogo no qual o narrador, um rebelde contrário ao materialismo e ao conformismo, discute sua visão negativa do mundo e aborda as principais questões do seu tempo, constituindo uma narrativa de uma intensidade incomum.

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Acredito que em algum momento eu tenha apresentado certa dificuldade em começar esta resenha, pensei muito, muito mesmo por onde iniciar.  Em que dar prioridade? No que colocar ênfase? O que é indispensável?  E tudo da maneira mais simples possível! Não me perdoaria se fizesse algo mais ou menos, na verdade caso o fizesse nem atreveria-me a publicar, não resta-me mas nada à não ser acreditar que fiz um bom trabalho. Essa foi uma das leituras mais prazerosas que tive. Entendam, uma resenha consiste em ser imparcial, mas pergunte-me varias vezes como ser, nesta ocasião!

Quem já leu sabe, é um livro bem complexo (ao menos eu achei). Quando você se perde lendo muitos romances e livros atuais e de repente lê um clássico, acaba se sentindo meio acuado com esse tipo de leitura, com uma narrativa bem diferente da qual acostumou-se acaba então, tendo um pequeno impacto, foi o que apresentei no começo (sim, apenas no começo).

De todo modo tudo tem seu inicio, não?  Então lá vou eu … Do começo!

🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷

“Sou um homem doente… Sou mau. Não tenho atrativos.” Pg 01.

O livro é dividido em duas partes na primeira (Subsolo) ele (o narrador que não revela seu nome em momento algum) relata coisas pessoais, sua perspectiva de ver as coisas à seu redor e à si mesmo. Uma confissão acerca de si, política, filosofia, sociedade onde ele dialoga com o leitor em primeira pessoa incitando- os a desafiá-lo, a contradizê-lo, ele refere-se quase sempre a estes leitores como “meus senhores”. Penso que nesta primeira parte posso colocar como exemplo um diário, sim, digamos que seja um diário onde de maneira negativa e certa forma divertida ele abrange assuntos com um ar amargo, torpe e ignóbil em seus questionamentos e reflexões.

“Não apenas consegui tornar-me cruel, como também não consegui tornar nada, nem mau, nem bom, nem canalha, nem homem, nem honrado, nem herói, nem inseto.” Pg 13.

O narrador se auto contradiz muito, ora elogia-se e imponha seu orgulho de ser o homem que é, ora se lastima por ser um misero e hediondo homem de quarenta anos que não tem nada nem ninguém, que não é nada.

 Há uma apresentação infeliz de baixa auto-estima muito alta, quase sempre apontando a necessidade de desafiar o leitor a sentir pena dele, inclusive ele mesmo muitas vezes apresenta esta dádiva em diversas partes ao decorrer da história.

“Explico-lhes: o deleite aqui derivava precisamente da consciência excessivamente clara de minha humilhação; de que você sente que já chegou ao derradeiro limite; que isso é detestável; mas também, que outra coisa é impossível; que você já não tem saída, já não pode mudar. Mesmo se ainda restasse tempo e fé para se transformar em algo diferente, provavelmente você mesmo não iria querer se transformar; e, se quisesse, ainda assim não faria nada, porque talvez não houvesse no que se transformar.” Pg 16.

Em seus momentos de lamúrias o narrador culpa-se por ser o que é, culpa-se pela sua condição vil, e pelo fato de ser o que é (vil), não faz questão alguma de mudar.

“Sou, por exemplo, uma pessoa com um amor próprio exagerado. Sou desconfiado e ressentido, como um corcunda ou um anão, embora, verdade seja dita, houvesse momentos em que, se me dessem uma bofetada, eu talvez ficasse alegre com isso. Estou falando sério: provavelmente eu conseguiria, ai também achar um certo tipo de prazer, sem duvida, o prazer do desespero, mas é no desespero que acontecem os prazeres mais intensos, especialmente quando você já percebe muito fortemente que sua situação não tem saída.” Pg 17.

“… por mais que eu reflita a respeito, de qualquer maneira resulta que eu sou o principal culpado de tudo e, o que é mais lastimável, sou culpado sem culpa e de acordo com as leis da natureza, por assim dizer.”Pg 17

Ainda nesta primeira parte ele repassa seus momentos nesta suas confusões de idéias, dúvidas, ressentimentos, o que sempre acaba trazendo a tona mais perguntas do que respostas, embora em suas respostas quase convincentes -assim por dizer -, ele sempre busque uma justificativa para seus leitores, quanto para si mesmo, dos seus porquês.

“Mas o homem é um ser inconstante” Pg 44

“Estou convencido de que o homem nunca renunciara ao sofrimento verdadeiro, isto é, à destruição e ao caos.” Pg 46

“Mas o que fazer se meti na minha cabeça que não vivo somente para isso e que, se vou viver, quero que seja num palácio? Isso é o meu desejo, é a minha vontade. Os senhores só a arrancaram de mim quando tiverem modificado os meus desejos.” Pg 47

“Não direi que estou saciado se tenho fome; mesmo assim, sei que não me contentarei com um meio termo.” Pg 47

“Destruam meus desejos, apaguem meus ideais, mostrem-me alguma coisa melhor e serei seu seguidor” Pg 47

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Ok, vamos então a segunda parte …

Em todo o contexto foi aqui que mais me diverti lendo, nesta segunda parte (A propósito da neve úmida – pg 53), há uma breve introdução do poema de Nekrássov e seguimos com o narrador aprofundando-se mais ainda em seus motivos que o fizeram ser tão desprezível quanto afirma ser. Composto por suas lembranças, a narrativa com humor e sátira, introduz suas desafortunadas tentativas de ser bem visto na sociedade, ser respeitado e querido por aqueles que o rodeiam.

“Havia ainda naquela época outra circunstância que me torturava: precisamente o fato de que ninguém se parecia comigo e eu não era parecido com ninguém. Eu sou único e eles são todos”. Pg 56

Como mencionei acima, há uma contradição demasia e todo um drama, uma insensatez absurda que o domina.

“Um papel secundário eu nunca pude aceitar, e era por isso que na vida real ocupava muito tranquilamente o último lugar. Ou herói ou a lama, não havia meio termo. Pg 69

 Nessas devidas ocasiões o narrador vive de suas fantasias, remoe-se por dentro para ser bem visto. Há toda uma alusão e paranoia que ele mesmo cria para si e não descansa até fazer algo a respeito ou ter uma resposta, algo afirmativo que o deixe descansar a mente e/ou ter algum certo tipo de alívio. Paranoia, definitivamente é como eu classificaria esta segunda parte.  Em uma determinada ocasião o narrador com uma audácia e inteligência mordaz justifica-se relembrando o fato de um oficial ter-lo empurrado e ele se sente um nada, humilhado e sem valor, o que incita-o  a vingar-se, e assim passam alguns anos e ele insiste em dar o troco, criando todo um plano a respeito, ele encara isso como uma maneira de recuperar sua honra, algo que para ele é de extrema importância. Há também o desprezo e ódio que ele sente por seu empregado o Apollon, e também a personagem Lizza que é uma prostituta que entra na sua vida, e seus antigos colegas de escola, tudo isso consta nesta segunda parte.

Bom muita coisa acontece, o que eu disse nesta resenha não chega a ser nem 5% do que o livro realmente é. Agora posso entender o porquê de este livro ser um clássico e da importância de Dostoiévski tanto na literatura russa, como na mundial.

É uma leitura forte, divertida, que o faz questionar-se, é atual, é sagaz. E acredito que seja indispensável para qualquer amante de literatura. Mal posso esperar para ler outros trabalhos deste romancista russo.

Não posso encerrar mencionando que eu deveria informa-los sobre a questão do belo e sublime* e suas afirmações de ser um anti-heroi, porém acredito que já tenha escrito demais e bom, deixarei estas questões (que são importantes no livro), e as deixarei para que vocês mesmo tirem suas próprias conclusões, quando, -se desejarem-, lerem o livro.

🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷

*Belo e Sublime refere-se ao tratado de Kant, Sobre o sublime e belo. A expressão o sublime e o belo era popular nos críticos russos nas décadas de 1830 e 1840. Pg 15.

NOTA: Espero que apreciem a resenha, acredito que tenha conseguido colocar tudo de mais importante e essencial, deu um pouquinho de trabalho, mas fiquei feliz com o resultado. 

Nota, fim de leitura, filmes assistidos e Orgulho e Preconceito (série).

Boa noite 🌷
  • Nota:

Vocês lembram que disse que comprei muitoooos livros no dia das mulheres (promoção Saraiva), então ainda não divulguei e nem mencionei nada a respeito porque comprei uns livros importados, então a previsão de entrega (de todos os livros) será somente lá para o finalzinho de abril 😦 Estou ansiosa, mal posso esperar para que eles cheguem e eu possa mostrar à vocês.

  • Fim de Leitura:

Finalmenteeee acabei de ler Notas do Subsolo e neste exato momento irei preparar a resenha, mas não sei exatamente quando a postarei, talvez amanhã ou no dia seguinte ♥

  • Filmes Assistidos:

Nestes dias andei assistindo à muitos filme, sendo eles:

  1. A Bela e a Fera (Cinema);
  2. Minha mãe é uma peça 2 (Dei muita risada);
  3. Invasão Zumbi (Chorei);
  4. Beleza Oculta (Chorei);
  5. Anjos da Noite: Guerras de Sangue (assisti na estreia no cinema, mas não me contive em ver de novo (Adoro vampiros 🖤 )
  6. Moana (Chorei)
  7. Nosferatu 1922 (Um clássico)

Não farei de todos, mas dos que mais gostei pretendo fazer um post relatando qual foi a minha perspectiva perante à eles. Vocês repararam nos parênteses? Então, chorei mesmo nestes filmes, sinto muito mas sou bem sensível, principalmente quando há partes que tem um grande significado, ou que me fazem lembrar de algo.

  • Orgulho e Preconceito – Série da BBC (1995)

Este será um post mais que especial que pretendo fazer e postar o mais breve possível. Assisti a todos os episódios da série Orgulho e Preconceito de 1995 da BBC, onde temos o cavalheiro Colin Firth como Mark Darcy (atuação impecável) e  Jennifer Ehle como Elizabeth Bennet.

Já adianto que amei tanto quanto o filme, ou até mais. Como terminei agora de ler Dostoiévski pode ser que eu comece a ler finalmente Orgulho e Preconceito, já tenho o livro só falta mesmo eu ler, só que … tenho livro para chegar da Editora Parceira Paulinas, então pode ser que eu comece por este – ou seja – não sei qual será minha próxima leitura.

  • OBS:

Descobri uma série nova (não é nova, mas é nova pra mim 😂 ), que estou adorandooooo e também pretendo fazer em breve (assim que terminar no minimo a 1 temporada), um post contando qual é e dando mais detalhes ♥ 

 

 

 

Tag I NEED – Frankenstein – Mary Shelley

Boa tardeeeee gente 😀

Acabei de dar uma conferida nas novidades do mundo literário, e o que encontro? Livros novinhos em pré-venda. E imaginem quem é a Editora felizarda? “DarkSide” (palmas). O que eu posso dizer sou fã da editora (#nãoépubli). Tenho dois livros da editora (Trilogia dos espinhos vol.1 e vol.2 , falta o 3º).

Na minha opinião a #darkside é uma das editoras que mais se sobressaem no país, quanto pela qualidade, quanto pelo conteúdo. Sem mais delongas gostaria de acrescentar mais um lançamento que necessito ter em mãos o quanto antes.

Sinopse : Duzentos anos após sua criação, Frankenstein continua vivo – e mais atual do que nunca. Conheça a história original, com toda a sensibilidade e o terror que o cinema nunca conseguiu mostrar. Um cientista obcecado que desafia as leis da natureza e põe em risco a vida daqueles que ama. Uma criatura quase humana que deseja ser um de nós, mas só encontra medo, ódio e morte pelo caminho. A obra-prima de Mary Shelley que deu origem ao terror moderno está de volta, numa edição monstruosa como só a DarkSide Books poderia lançar: capa dura, tradução primorosa, ilustrações inéditas do artista brasileiro Pedro Franz, além de quatro contos extras que versam sobre o mesmo tema do romance. Impresso em duas cores: preto e sangue. Um livro que todos deveriam ler e reler ao longo da vida.

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É inacreditável a capacidade de Mary Shelley, apesar da pouca idade, conseguir transcrever sentimentos tão profundos e reais, ela sem dúvida foi uma das pioneiras em relação a literatura gótica, servindo de inspiração para jovens escritores.

“Eu pusera de lado todo o sentimento e subjugara qualquer angústia. Para mim, o mal se tornara o bem. Só faltava o ato supremo: a criatura destruir o criador. E isso agora está feito.
De que me adiantou? Eu o destruí, mas não satisfiz meus desejos de afeto e companheirismo.
Minha obra de destruição está quase completa. Falta apenas uma morte. Mas não será a sua, nem a de qualquer outro homem.
Dentro de minutos, sairei de seu navio e, no trenó que me trouxe até aqui, irei para o extremo norte do globo. Lá construirei minha pira funerária e me deitarei nela”.

Trecho do livro.